Professora, atleta, mãe, esposa, voluntária… estes são alguns dos atributos que definem quem é Edith Schimalesky. A curitibana, que é iratiense de todo o seu coração há 65 anos, é uma mulher que sempre defendeu e acreditou na importância da ocupação feminina em todos os espaços. Uma mulher ativa que tem uma história de vida inspiradora.
Edith iniciou seus estudos nas escolas tradicionais de Curitiba, Grupo Escolar Xavier da Silva e Colégio Estadual do Paraná. Em seguida, prestou exame vestibular na Universidade Federal do Paraná (UFPR), para o curso de História e Geografia, se formando em 16 de dezembro de 1958. “Eram poucas naquela época as mulheres que tinham oportunidade de cursar uma universidade, muito diferente dos tempos atuais, em que as mulheres estão se destacando”, observa ela. Neste período ainda, se dedicou como atleta, na fase universitária e no clube, principalmente, nas modalidades de corrida, voleibol e tênis de mesa.
Em 11 de abril de 1959, Edith casou com o engenheiro agrônomo, Orlando Schimalesky. Dois meses depois, o casal se mudou para Irati e, juntos, iniciaram uma vida de muitos desafios e conquistas.
“Fomos residir no antigo Posto Agropecuário de Irati, vinculado ao Ministério da Agricultura, atualmente, o Colégio Florestal de Irati. Tive dois filhos, Ieda Regina e Valmir, os quais estudaram em ótimas escolas do município e acabaram cursando a universidade. Ieda fez Direito, em Curitiba, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC). Valmir estudou em Ponta Grossa, na Universidade Estadual (UEPG) ”. A mãe conta, realizada, que os dois seguiram suas carreiras e se transformaram em bons profissionais.
Em sua carreira de trabalho, Edith foi professora e deu aulas de Educação Física, no Colégio Nossa Senhora das Graças, por cerca de três anos, pois havia escassez de professores dessa disciplina. “Mesmo sendo outra a minha área de formação, que é Geografia e História, tinha muito conhecimento dos esportes, o que me facilitou no desempenho profissional”. Durante toda sua vida, continuou praticando atividades físicas, participando da vida esportiva de Irati. Ela foi atleta do Iraty Sport Clube e Clube Atlético União Olímpico, nas modalidades de voleibol, tênis de mesa e bolão.
A vida social da cidade também a atraiu e fez muitas amizades, sendo eleita vice-presidente do Grêmio Flores da Primavera do Clube do Comércio e da Sociedade Beneficente Cultural Iratiense – SBCI, hoje Clube Polonês, que realizava grandes eventos e bailes. Também participou do Clube Soroptimistas de Irati, ligado ao Lions Clube.
Na Vila São João, local onde morou e criou seus filhos, a professora participou do trabalho voluntário voltado às crianças, sendo fundadora e gestora, por 10 anos, da Creche João Paulo II. “Sempre tive a certeza de que nós, mulheres, nascemos para assumir responsabilidade e ajudar os homens a organizar o mundo. Na minha vida toda, procurei auxiliar meu marido, inclusive, trabalhando fora, e vi o desenvolvimento e crescimento das mulheres acontecendo”, destaca ela.
Exemplo seguido
Edith é orgulhosa de ver que seus filhos buscam, além de ganhar recursos para a vida, se dedicarem a ajudar o próximo. Ela enaltece que é com alegria que acompanhou sua filha focar nos estudos e se transformar em uma profissional da advocacia séria e competente. “Principalmente, o trabalho dela e do Dagoberto, seu marido, junto com os outros voluntários, na Cidade da Criança, na Anapci e na luta para trazer o tratamento de câncer para Irati. Me fizeram refletir o quanto é importante para uma cidade ter pessoas que lutam por objetivos tão especiais, sem benefício próprio e que tanto bem esta causa faz para várias famílias”.
Em seu coração, se misturam dois sentimentos: “o de gratidão a Deus, por poder vivenciar estas conquistas comunitárias, e orgulho de minha filha colher os frutos de sua vida dedicada ao bem comum”. Edith compreende que Ieda não está ocupando o cargo de vice-prefeita do município e sendo espelho para outras meninas e mulheres, por acaso. “Isso foi fruto de muita dedicação com estudo, competência, participação da família e bons propósitos. Tem pessoas que vêm ao mundo com certas missões e a da Ieda é ajudar a conduzir aqueles que precisam”, assim descreve a mãe da representante feminina no Poder Executivo de Irati.
“Eu considero que minha missão também vem sendo cumprida, porque vi a transformação da minha cidade e do mundo, principalmente, pois participei, ativamente, para melhorar as condições de pessoas.
Parabenizo as mulheres pelas conquistas e peço a Deus que lhes proporcione saúde e muita força nas batalhas que ainda virão. Salve o dia 08 de março – Dia da Mulher”.












