sábado, abril 25, 2026
42 99800-6869 contato@genteregional.com.br
0
  • No products in the cart.
Revista GenteSem categoria

Do armazém ao agronegócio familiar: a trajetória de João Paulo Grychynski no campo

Com quase um século de tradição, a família Grychynski construiu uma história sólida no agronegócio paranaense, atravessando gerações, diversificando atividades e superando os desafios do clima e do mercado

A história de João Paulo Grychynski no agro começou ainda na adolescência, mas a semente foi plantada bem antes. Em 1920, seu pai, João Grychynski, já atuava no ramo agrícola, gerenciando um armazém na Serra dos Nogueiras, interior de Irati/PR, onde comprava e vendia produtos da lavoura local. Foi observando esse movimento que João Paulo decidiu seguir pelo mesmo caminho.
Seu primeiro negócio veio cedo: aos 19 anos, começou a negociar milho com produtores da região de Terra Rica. Em 1966, foi admitido como sócio na empresa Agrícola e Comercial Apiaba Ltda., ao lado do Sr. Miguel. A empresa, fundada oficialmente em 1965 por Henrique Wasilewski e Casimiro Gryczynski, se destacou por décadas como uma das principais compradoras e vendedoras de feijão e milho na cidade. A operação cresceu e se manteve ativa por mais de três décadas.

Com o fim da sociedade, João Paulo optou por seguir carreira solo e ampliar a atuação. Entrou no ramo do reflorestamento, piscicultura e agropecuária. Hoje, ele ainda acompanha de perto as atividades nas propriedades, principalmente o cultivo de soja, a engorda de gado e os tanques de peixes. “Gosto de estar presente, ver o plantio, a colheita, acompanhar de perto o que está acontecendo na lavoura”, conta.
Atualmente, a gestão das terras tem apoio da família. Os filhos participam do dia a dia da lavoura e dos negócios, além de uma equipe de funcionários que cuida da manutenção das propriedades. A esposa, Claudete Specht, também faz parte da rotina e acompanha as atividades no campo.
Apesar das transformações no setor ao longo dos anos, Seu Jango, como é conhecido, vê o agro com os mesmos olhos de sempre: como uma base de sustento e desenvolvimento. “Sempre trabalhei no campo. Foi dali que tirei o sustento da minha família. O agro me deu tudo”, resume.

Um setor em constante adaptação
A experiência acumulada também traz uma visão realista sobre os desafios do setor. O principal deles, segundo ele, ainda é o clima. “Chuva demais, sol de menos, frio na hora errada. Tudo isso afeta diretamente a colheita e o resultado final”, diz.
Mesmo com os altos e baixos, João Paulo acredita que o agronegócio brasileiro continuará forte, especialmente se houver renovação e preparo das novas gerações.

“Se meus filhos quiserem seguir nesse caminho, terão uma base sólida, mas precisarão estar prontos para os desafios que virão.”

Hoje, aos 89 anos, Seu Jango segue ativo e motivado. Sua história é exemplo de como tradição e adaptação podem caminhar juntas no campo, com raízes no passado, mas olhos atentos ao futuro.

Deixe um comentário

×