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Revista GenteSaúde

A menina que roubava beijos: Uma história de fé e superação

Superando barreiras e enfrentando obstáculos, há um ano, a enfermeira Cristiana Schvaidak enfrentou mais uma batalha. 8 de dezembro de 2020, última sessão de quimioterapia da pequena Alice Schvaidak Peruceli, atualmente com 6 anos.

A batalha não foi fácil, mas como uma criança muito especial e determinada, ela venceu o tumor de Wilms, que no seu caso já estava no estágio 4, com metástases para os linfonodos da barriga e pulmão. “Descobrimos quando Alice reclamou de dor na barriga e quando fui fazer uma massagem na barriguinha dela eu já senti que algo estava errado, então a levei para uma consulta na Santa Casa de Irati, era um sábado de manhã, relembra a mãe da menina, Cristiana Schvaidak.

Com a doença em um grau avançado e com tumores grandes, foi difícil identificar onde tinha começado. Depois de vários exames, o médico deu o diagnóstico: Tumor maligno de Wilms com metástases. Logo, Alice foi encaminhada para um local de referência para tratar câncer, o Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, com consulta agendada na segunda-feira seguinte.

Após a notícia, as horas não passavam e mãe e filha, juntas no hospital, seguiram com consultas e exames. Durante esse período, Cristiana ligou para informar o marido e a mãe. “O mundo ficou preto e branco, não tinha cor, foram algumas horas de muita angústia, medo e incerteza, receber um diagnóstico de câncer está muito atrelado ao sofrimento, dor e perda, e neste caso a pessoa era a minha filha menina, ainda com 5 anos”, conta Schvaidak.

A notícia veio de encontro com vários sentimentos: raiva, depressão, ansiedade, medo, preocupações, angústias, negação e agressividade, comuns entre os pacientes com câncer, e que a mãe da garota sentiu enquanto acompanhava os exames da filha. Aquela tristeza durou pouco tempo para Cristiana Schvaidak, pois em poucas horas, quando saiu do hospital, sabia que a batalha não seria fácil, mas a cura era a única certeza que tinha.

Na segunda-feira, logo foi confirmado, e como não era indicado a retirada dos tumores pelos riscos de se romper, rapidamente a equipe médica iniciou o tratamento. Ao todo, foram 44 sessões de quimioterapia, 8 sessões de radioterapia, 1 cirurgia para retirar os nódulos e 1 nefrectomia radical.

Respondendo bem ao tratamento, foram 5 semanas intensas até a cirurgia. O pós-operatório foi na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após não passar muito bem a noite, ao acordar no outro dia, falou que tinha visitado Deus. Ao ser questionada como chegou até Ele, ela respondeu que o Padre Pio que a levou e Deus havia dito que ela estava curada. “Alice, você falou com Deus e você está curada”, essa frase foi usada diariamente pela família quando a menina não se sentia bem.

Após uma semana da cirurgia, saiu o resultado da biópsia e a médica indicou Radioterapia. “Por um instante pensei que Deus havia dito que ela estava curada e agora era preciso fazer radioterapia e continuar a quimioterapia, mas simplesmente confiamos N’Ele e mantivemos que ela estava curada”, explica. As sessões de radioterapia foram realizadas, concomitante com a quimioterapia. “Foram semanas difíceis, mas continuamos firmes na oração e acreditando que a cura era uma realidade”, conclui Cristiana.

Neste momento, receberam apoio de muitos amigos e familiares, com muitas correntes de orações formadas até fora do Brasil. Com mensagens de apoio e as visitas restritas por conta da pandemia do coronavírus, a família decidiu contar a história da pequena Alice nas redes sociais.

Ao longo dessa jornada, dois santos marcaram a vida da família para sempre. O primeiro foi o Padre Pio, quando receberam a oração, a vela e o terço dias depois do diagnóstico, no primeiro dia de oração Alice dormiu melhor e suas queixas diminuíram muito. A segunda é a Madre Tarsila Osti, que está na linha para canonização. “Rezamos estas duas orações até hoje e é fantástico ver o que a fé e a intercessão destes santos fazem, é sem explicação, como eu digo, acreditar em Deus e em santos é algo sobrenatural, então muitos procuram explicações, mas elas não existem, somente é crer e o milagre acontece”, conta emocionada.

Toda a história será contada no livro “A Menina que Roubava Beijos”, escrito por Cristiana Schvaidak, mãe de Alice Schvaidak Peruceli.

“Nunca deixe a doença comandar você, é você que deve colocar a doença embaixo do seu braço, aceitar, e acreditar na sua cura. Muitos gastam muita energia negando a doença, e a energia deve ser utilizada na recuperação. E sobre os milagres? Não é esperar que ao piscar de olhos você esteja curado, mas Deus coloca anjos em nosso caminho, desde o médico que faz o diagnóstico, os que tratam, as pessoas que mandam mensagens diárias de apoio, os que rezam por você, o dom da inteligência para buscar novos tratamentos, isso são milagres que acontecem e as pessoas esquecem de agradecer”.

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