JARDIM VERTICAL COM IRRIGAÇÃO AUTOMATIZADA
Projeto Adriana Mosele e execução de Adriana Mosele e Ozeas Quitilhano
Criar diversas possibilidades de interação com a natureza em espaços internos ou externos, canteiros de espécies de plantas que valorizam um espaço ou uma edificação usando elementos funcionais e estéticos: o paisagismo vai muito além das plantas e organização da paisagem.
É a arte da composição de espaços livres que pode ter pergolado, piscina, lagos, caminhos, canteiros, playground e diversas espécies de vegetação. Visa aperfeiçoar esses espaços para uma melhor qualidade de vida às pessoas. Se você quer ter um espaço “verde” e funcional, tanto em ambientes internos como externos, confira algumas dicas básicas:
ÁGUA!
– Lembre-se que estamos tratando de seres vivos, portanto, regar as plantas com certa periodicidade, além da adubação adequada, é fundamental para o sucesso dos espaços verdes.
– Ao projetar uma edificação, certifique- -se de que haja pontos de água próximo às áreas destinadas ao jardim. Se for preciso, coloque mais de um ponto de água. Definir estes locais torna as regas mais práticas, seja manualmente, com regadores ou mangueiras, ou por meio de aspersores ligados em mangueiras. Há no mercado diversos tipos de temporizadores que podem ser conectados a sistemas de irrigação, automatizando, assim, as regas conforme a programação de cada equipamento e necessidade do jardim.
– Os vasos com plantas são ótimos suportes para transformar um ambiente. Porém, deve-se lembrar que diferentemente das plantas que estão no chão, onde, em algumas ocasiões, elas podem “procurar” água de reservas na terra (de alguma chuva que tenha molhado bastante, por exemplo), as de vasos não têm de onde “tirar” água a não ser de regas. Cada espécie de planta precisa de mais ou menos água. Para não errar na hora de regar plantas em vasos e não matar as plantas de “sede” ou “afogadas’’, coloque o dedo na terra do vaso. Se estiver úmido, não molhe. A quantidade de água vai ser proporcional ao tamanho do vaso. Indica-se fazer uma boa rega, até que a água saia pelo buraco do vaso. Depois é só observar a umidade. Se estiver seco, molhe, se estiver muito úmido, espere mais uns dias ainda para molhar.
Deve-se observar cada espécie de planta e a estação do ano também. No inverno, espaça-se os dias entre regas e, no verão, há plantas que precisam de água todo dia. Os jardins verticais são um caso à parte: as plantas ficam suspensas num suporte pequeno com substrato e, muitas vezes, em lugares altos. Nesse caso, o ideal é a irrigação automatizada.
GEADAS
Na estação do inverno, a grande maioria das plantas entram em dormência, algumas perdem as folhas. Nesse período de frio, deve-se ter cuidado dobrado com a vegetação do jardim. Estar atento à previsão de temperaturas fortes que originam as geadas e estar preparado para enfrentá-las, cobrindo as plantas.
Podem ser cobertas com estopa, TNT, papelão ou plástico. Mas ATENÇÃO, essa cobertura não deve encostar nas plantas, principalmente, no caso dos plásticos e TNT, que são muito finos, pois o frio e o gelo que forma do lado de fora acabam queimando-as. O ideal é fazer suportes com estacas, uma espécie de “cabana”, mantendo, assim, a planta afastada da cobertura. Tão importante quanto cobrir as plantas é descobri-las logo pela manhã, para que o sol não as abafe debaixo da cobertura e as queime. Se a planta queimar, espera-se passar o período de geadas para então podar, tirando as partes danificadas para que estejam preparadas para novos brotos no começo da nova estação.
RESPEITO AO TEMPO DAS PLANTAS
O conhecimento técnico do paisagista é primordial na concepção de um projeto. Pode-se trabalhar com outros profissionais para que a proposta do projeto se concretize. Além de escolha de espécies de plantas sadias e mão de obra qualificada na execução, na grande maioria das vezes, o jardim precisa de um tempo para se desenvolver e ficar como a proposta do paisagista no projeto.
Contando a partir do dia da implantação, se essa foi feita com a devida adubação e cuidados, as plantas que foram trazidas de viveiros de outros lugares levam, no mínimo, três meses para se adaptarem ao novo lugar, algumas espécies até mais tempo. Tudo isso lembrando que devem ser devidamente regadas.
Tenha paciência, cuidado e amor pelo seu jardim que, certamente ele retribuirá a você!
Adriana Mosele
Paisagista com especialização em Paisagismo pela PUC-PR, em Design de Jardim pelo Centro Europeu, e em História da Arte pela EMBAP.
Contato: (41) 99961-3499 | Instagram: @am_paisagista













