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Jornal Gente da GenteMatéria

Andria Marisa Campos

Luz, alegria e vida com a chegada dos seus bebês arcos-íris

Quando a gravidez é interrompida de uma forma inesperada, a dor é incalculável! A designer de unhas, Andria nos faz um relato emocionante sobre seus três anjos e sobre os seus bebês arco-íris: Daniel, hoje, com nove anos, e a pequena Beatriz, no seu primeiro ano de idade

Assim como um arco-íris, um bebê que chega depois de uma “tempestade”, de um período tão triste, traz muita luz, alegria e colorido para a vida de toda a família. O termo bebê arco-íris simboliza uma grande vitória, pois são as crianças que nascem após tentativas de gestação sem sucesso, geralmente, marcadas por abortos espontâneos ou mortes prematuras.

E essa é justamente a história da Andria. Ela que nutriu durante toda a vida o sonho de ser mãe, passou por três experiências que trouxeram períodos de dor e de sofrimento. “Sempre quis muito, muito mesmo, mas, infelizmente, tive três perdas. Minha primeira gestação foi um aborto espontâneo. A segunda, um natimorto com 37 semanas de gestação, dela nasceu meu anjo Gustavo. Já terceira perca foi um aborto retido, meu anjo Lucca”, lamenta. 

As perdas gestacionais ou neonatais podem representar um luto silencioso e solitário. Elas interrompem abruptamente a construção de sonhos. Sofrer este tipo de perda pode dar origem ao luto, um processo natural e esperado perante a quebra de vínculos.

É comum sentir tristeza, medo, culpa, raiva, frustração, solidão, entre tantas outras emoções. Todas elas são válidas. O luto por essas perdas vem acompanhado de um desafio específico: a falta de espaço e autorização da parte da sociedade para expressar a dor. É um “luto não reconhecido”, um dos mais complexos e com menos validação social.

A CHEGADA DOS ARCOS-ÍRIS

A chegada de um bebê arco-íris ilumina e colore a vida das famílias que passaram por dificuldades e traumas em gestações anteriores. Desta forma, ele não vem para substituir um bebê que faleceu precocemente, ou para apagar a experiência de um aborto. Mas, sim, para recuperar a esperança e mostrar que a vida pode dar voltas. Assim, o bebê arco-íris não muda o passado, mas modifica o presente e transforma o futuro.

E foi assim que Andria viu Daniel nascer. “Estava com 35 semanas de gestação, então ele precisou ficar internado na UTI por 17 dias. Para mim, Danielzinho é o meu milagre. Me fez sentir na pele esse amor incondicional! Já a Beatriz nasceu com 40 semanas, perfeita. Ela me mostrou que os planos de Deus são mais perfeitos que os meus! Porque depois de tanto sofrimento, eu falava para mim e para todos que ficaria só com o Danielzinho, que não queria mais filhos. Depois de um tempo, engravidei da Beatriz, sem muita expectativa naquela gestação, pois tinha muito medo de que algo acontecesse. Mas com a graça de Deus ela nasceu e foi a realização de mais um sonho! Hoje comemoro muito porque sou mãe de um casal lindo”, detalha.

A rotina com dois filhos somada ao trabalho é cansativa, mas segundo Andria, o amor de mãe pelos filhos é imensurável. “As tarefas da casa, trabalho, as atividades da escola junto com o Daniel e os cuidados com a Beatriz que ainda é um bebê, me deixam exausta. Mas aquele sorriso após um banho ou um ‘mãe te amo’, fazem tudo valer a pena!”, ressalta.

O Dias das Mães para ela é uma data muito especial. Sua mãe e avós sempre foram mães que faziam acreditar na força desse amor. Hoje, com 31 anos, Andria afirma que os filhos são o motivo pelo qual ela luta todos os dias.

“Ser mãe é uma dádiva de Deus e para aquelas mulheres que sonham e que, por algum motivo ainda não conseguiram ser mães, meu conselho é que confiem em Deus! Entregue tudo nas mãos Dele, porque, na hora certa, o presente mais amado da vida chegará! Tudo tem um porquê e um tempo certo!”, Andria.

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