Leão Marchinski foi um grande agricultor da Região, mas sua caminhada nem sempre foi fácil. Batalhador, trilhou seu caminho em busca de condições melhores para sua família
Descendente de polonês, Leão Marchinski, ou Seu Léo, como era chamado, aprendeu desde muito jovem a lidar na terra. Ele e outros oito irmãos ajudavam os pais nas atividades agrícolas. Além da agricultura, também aprendeu com os pais, Júlio e Catarina, sobre respeito ao próximo, a ser educado, bom cristão e, acima de tudo, o amor pela família, que carregou sempre consigo, pois nela morava a grande riqueza de sua vida.
O TRAJETO RUMO AO SUCESSO
Aos 10 anos, caminhava quilômetros para vender as produções da família na feira. Aos 16 anos, foi em busca de algo maior e começou seu trabalho como lenhador. Aos 22, em tempos de guerra, durante a Segunda Guerra Mundial foi servir as Forças Armadas e saiu do Paraná em direção ao Rio de Janeiro, onde partiria para a Itália, período em que a guerra terminou.
De volta a Teixeira Soares, aos 26 anos, casou-se com Ana Bzuneck. Em uma pequena e velha casa, com poucos recursos, mas muito trabalho, criou os oito filhos. Com o apoio da esposa e a sede por melhores condições para as crianças, investiu na compra de um terreno, deixando de ser funcionário e tornando-se um empresário do campo.
Conquistando aos poucos os seus sonhos, aos 62 anos, Leão Marchinski passou por mais dificuldades e com o coração apertado viu a companheira falecer de câncer. No ano seguinte, em 1963, a família enfrentou a partida precoce do primogênito Raimundo.
Exemplo de força, apesar das dificuldades que enfrentou ao longo dos anos, manteve-se em pé e continuou a dedicação na lavoura. Aos 65 anos viu o amor florescer novamente, agora pela vizinha e sogra de um de seus filhos, Dalva Dias, a Dona Dalva. Além de inspiração de dedicação e amor, o casal também foi exemplo de solidariedade, vivendo juntos por 30 anos.
Da paixão por animais à nome de praça
Conheça algumas curiosidades de Leão Marchinski
Com um amor imenso por cavalos, adquiriu um cavalo da raça francesa Percheron, com 3 anos de idade e tornou-o um dos maiores cavalos do Brasil. Com cerca de uma tonelada e aproximadamente 1,9 de altura, foi um equino premiado a nível nacional e estadual e era o próprio dono que com muito amor e carinho cuidava diariamente do cavalo Bugre com 10kg de alimento por dia – farelo, ração, milho, aveia e capim. O animal faleceu em 2015.
Filho de militar polonês que lutou na 1ª Guerra Mundial e expedicionário da 2ª Guerra Mundial, entre tantas curiosidades sobre o Seu Leo, a construção da Praça do Expedicionário Leão Marchinski é uma delas. Com investi mento de aproximadamente R$ 100 mil, está localizada na Rod. Renô João Neves, em um dos principais pontos de passagem do município, por isso chama atenção de quem passa. Além de flores e árvores, a principal homenagem aos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) é uma estátua de um soldado, em tamanho real.

















