As inovações tecnológicas fazem parte do dia a dia das pessoas e permitem mais eficiência em todos os setores. Na agricultura não é diferente, e um grande exemplo e que tem auxiliado muito o produtor é o uso de drones na pulverização da produção agrícola. Utilizar o aparelho nesta área permite mais segurança, pois não há necessidade de contato do piloto com a cultura e com os agrotóxicos, a operação pode ser realizada em qualquer tipo de relevo, seja em pequenas ou grandes propriedades, além de muitos outros benefícios.
Os drones, também chamados de VANTs (veículos aéreos não tripulados), inicialmente criados com intuito militar, hoje, estão sendo usados nas mais diversas áreas, desde cinema, resgate, setor imobiliário, controle de lavouras através de imagens e o mais recente na pulverização agrícola.
Em 2015, a gigante chinesa DJI lançava seu primeiro VANT, específico para pulverização agrícola, chamado de MG-1. O modelo embora mais simplório, era capaz de pulverizar de três a quatro hectares por hora, com um tanque de calda de 10 litros.
Entretanto, o uso de drones pulverizadores na agricultura tem crescido de forma significativa em solo brasileiro, nos últimos dois anos, nesse tempo houve notáveis aprimoramentos nos drones, e o mais recente lançamento da DJI conta com tanque com capacidade para 40 litros e pode alcançar a marca de 21 hectares (ha) pulverizados por hora.
No Brasil, a aplicação aérea é feita principalmente por aviões, porém, os drones chegam para atender os produtores que não têm uma quantidade de área adequada para aviões. Os drones podem atender a demanda desde pequenos produtores com áreas de um hectare até os gigantes do agronegócio. Sendo possível utilizar mais de um drone voando simultaneamente na mesma área, o que traz uma eficiência considerável na aplicação.
O drone trabalha com sensores de altura que permitem a sua adequação ao relevo, mantendo sempre a mesma altura relativa do solo, o que permite realizar a aplicação nos mais variados relevos.
As vantagens de o produtor adquirir esta tecnologia são muitas, como:
Economizar o produto, por meio dos softwares utilizados e com o auxílio de drones de mapeamento pode ser realizada a aplicação somente nas áreas em que há real necessidade. E ainda que a aplicação seja no perímetro total, não há risco de sobreposição de linhas, por isso o defensivo agrícola é aplicado de forma regular em toda a cultura.
Outra vantagem é poder alcançar as áreas de difícil acesso, em terrenos com altas declividades, ou áreas que sofrem após períodos chuvosos dificultando a entrada de tratores e uniportes, para os drones são áreas de fácil acesso.
O clima é uma das coisas que incomoda os produtores, e nisso o drone também tem eficiência, em dias chuvosos a aplicação não precisa atrasar por causa de chuvas, 15 minutos após o fim das precipitações os drones já podem estar fazendo as aplicações normalmente.
Outro benefício é o Efeito Downwash. Os drones têm como característica o uso de multi rotores, formando o sistema de asas rotativas, e a movimentação desses rotores provoca um deslocamento da massa de ar em direção ao solo. A gota dispersa se une a essa massa de ar e atinge assim até a parte mais baixa das plantas.
Os drones, ainda, promovem a sustentabilidade, pois a maior parte deles utilizam fontes renováveis de energia para alimentação de suas baterias. E além disso, a economia de água pode chegar até a 96% a depender da cultura a ser tratada. Nos drones utiliza-se em média 10 litros de água para um hectare, sendo que no método tratorizado, o consumo médio é de 250 litros de água por hectare.
UTILIZAÇÃO
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) estabeleceu algumas regras para a utilização de drones na pulverização. É preciso fazer o curso do CAAR (Curso para Aplicação Aeroagrícola Remota), treinamento qualificado do piloto, registro dos operadores de drone junto ao Mapa e Sisant, comprovante de registro de um responsável técnico e documento comprobatório da situação regular da aeronave da ANAC. Toda essa documentação pode ser fornecida buscando empresas responsáveis pela área.
Para fazer a pulverização é iniciado com o mapeamento e leitura do terreno, onde é verificado o tipo relevo, a presença de obstáculos, como árvores, postes, linhas de energia, e é feita a escolha do melhor ponto de início da aplicação.
A partir desse ponto inicial é feita a avaliação do estágio da cultura e a escolha do bico a ser utilizado, respeitando a vazão adequada e a forma do jato levando em consideração as condições climáticas.
Para a escolha do tamanho da gota e o sucesso da aplicação é essencial obter informações sobre a velocidade do vento, temperatura e umidade relativa do ar.
Em seguida ocorre a preparação da calda, respeitando o receituário agronômico a ser utilizado, bem como a ordem de colocação dos produtos no tanque. O abastecimento é feito por um profissional treinado e devidamente equipado com o uso de EPI’s.
Os drones trabalham de forma autônoma, guiados por um sistema global de GPS, extremamente preciso, todas as informações são processadas por algoritmos que garantem a cobertura total da área, com igualdade de aplicação do volume da calda, gerando economia e precisão na lavoura.
Modelos de drones mais recentes da marca DJI como o T30 são capazes de aplicar 15 ha por hora, e o recém lançado T40 alcança a incrível marca de 21 ha por hora.












