Os produtos com maior expressão econômica foram a soja, fumo, milho, feijão, madeira em tora para serraria e laminação e leite bovino
O Valor Bruto da Produção (VBP) 2021 do Núcleo Regional (NR) de Irati ficou em R$5,1 bilhões, representando um crescimento real de 14,2% em relação ao registrado em 2020, considerando os valores já deflacionados pelo IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas, acumulado de julho de 2020 a junho de 2021 (base jun./2021 = 100). Em valores nominais, o crescimento no período foi de 53,6%.
As lavouras anuais corresponderam a 68,1% do VBP do NR de Irati na safra 2020/2021, frente a 63,1% na safra anterior, a pecuária representou 17%. Ambos os setores ganharam espaço em termos de representatividade do valor bruto dos produtos florestais, da olericultura e da fruticultura. Os produtos florestais representaram 11,6%, as hortaliças 2,9% e a fruticultura 0,5%.
Individualmente, os produtos com maior expressão econômica na região foram, em ordem de importância: soja, fumo, milho, feijão, madeira em tora para serraria e laminação e leite bovino. Em 2021, o valor somado destes produtos alcançou R$3,9 bilhões, representando 75,2% do total.
A soja alcançou R$1,8 bilhões, representando 35,6% do VBP 2021 do NR de Irati, crescimento de 92,8% em termos nominais em relação ao VBP 2020, quando alcançou R$ 947,6 milhões. Dos nove municípios que compõe o núcleo regional, a soja foi o principal produto primário em sete deles, Fernandes Pinheiro, Imbituva, Irati, Mallet, Rebouças, Rio Azul e Teixeira Soares, representando desde 33,9% até 46,5% do VBP total de cada um destes municípios. Nos demais, ela ocupou a segunda posição em importância econômica em Guamiranga e a terceira em Inácio Martins.
A segunda cultura de importância econômica foi o fumo, que atingiu R$555,2 milhões e representou 10,8% do VBP regional em 2021. Ele foi a principal cultura em Guamiranga, representando 31,1% do VBP municipal e a segunda cultura em Imbituva e Rio Azul, representando respectivamente 13,7% e 31,4% do VBP municipal. Nos municípios de Mallet e Rebouças, o fumo foi a terceira principal cultura, representando respectivamente 10,2% e 8,0% do VBP municipal.
O milho figurou como terceira cultura de importância econômica na região em 2021, atingindo R$530,8 milhões, com crescimento nominal de mais de 100% frente ao VBP 2020, quando alcançou R$261,6 milhões. Em Mallet, Rebouças e Teixeira Soares, o milho foi a segunda cultura em importância econômica com 10,9%, 9,8% e 14,2% do VBP municipal, respectivamente. Já em Fernandes Pinheiro, Guamiranga, Imbituva, Inácio Martins, Irati e Rio Azul, o milho ocupou da terceira a quinta posição.
Em seguida, o feijão foi a quarta cultura de maior VBP na região em 2021, alcançando R$372,5 milhões (7,2% do VBP 2021 do NR de Irati). Em relação ao VBP 2020, de R$285,6 milhões, houve acréscimo de 30,4% em termos nominais. No município de Irati, o feijão foi o segundo produto de maior VBP, representando 16,3% do VBP municipal. Dos nove municípios deste núcleo, apenas em Inácio Martins, o feijão não ficou entre os cinco principais produtos no VBP 2021.
A produção de madeira em tora para laminação e serraria representou 6,9% do VBP 2021 do NR de Irati, na quinta posição do ranking de produtos. O valor alcançou R$356,5 milhões, aumento de 45,8% em termos nominais em relação a 2020. A madeira em tora para laminação e serraria apresentou posição de destaque em Inácio Martins, representando 53,3% do VBP municipal, além de Mallet, onde ocupou a terceira posição com 8% do VBP.
Ainda cabe ressaltar o leite bovino, na sexta posição no VBP da região (4,3%) com R$219,8 milhões. Em Teixeira Soares, o leite figurou como terceiro principal produto com 7% do VBP municipal, atrás apenas da soja e do milho. Já em Fernandes Pinheiro, Guamiranga, Imbituva, Irati, Mallet e Rio Azul, o leite variou entre a quinta e a sexta posição no ranking de produtos de maior VBP.
O VBP 2021 do NR de Irati representou apenas 2,8% do VBP total do Paraná. Porém, para algumas culturas em específico, a produção regional foi expressiva, por exemplo: o NR de Irati foi o maior produtor estadual de fumo, responsável por 32,5% da produção estadual. Esta cultura está presente nos nove municípios, sendo Rio Azul o principal produtor com 31,9% da produção deste núcleo.
O Núcleo Regional de Irati é o segundo maior produtor de aveia preta com 21,0% da produção estadual, atrás apenas do NR de Campo Mourão que produziu 24,2% do total do Paraná. O principal município produtor no núcleo de Irati é Teixeira Soares com 19,8% da produção regional.
A produção de feijão do NR de Irati também foi expressiva com 15,5% do total estadual, sendo o terceiro maior produtor, atrás dos NRs de Ponta Grossa e Pato Branco. A produção destes três núcleos representou 53,0% da produção paranaense de feijão em 2021. O município de Irati foi o maior produtor regional com 41,4% da produção deste núcleo.
O NR de Irati é o terceiro maior produtor de cebola com 16,9% da produção estadual, atrás dos NRs de Curitiba e de Guarapuava. A produção de cebola destes três núcleos representou 89,6% do total produzido no Paraná em 2021. O município de Irati foi o maior produtor deste núcleo com 62,0% da produção regional.
Regionalmente, também foi destaque a produção de erva-mate, com 13,0% do total produzido no Estado, figurando o NR de Irati como terceiro produtor estadual, atrás dos NRs de União da Vitória e Guarapuava. Estes três núcleos responderam por 90,7% da produção estadual de erva-mate. Esta cultura foi a segunda em importância econômica em Inácio Martins, representando 16,3% do VBP municipal e 48,6% da erva-mate produzida no NR de Irati.
Os nove municípios deste núcleo apresentaram crescimento do VBP 2021 frente a 2020, com variações positivas em termos nominais entre 34,2% (Guamiranga) e 79,0% (Rebouças). O município de Irati apresentou a maior contribuição para o VBP regional de 2021 com R$ 945,5 milhões, seguido por Teixeira Soares (R$ 905,3 milhões), Imbituva (R$ 702,6 milhões), Rebouças (R$ 566,7 milhões), Rio Azul (R$ 562,8 milhões), Inácio Martins (R$ 423,0 milhões), Fernandes Pinheiro (R$ 403,2 milhões), Mallet (R$ 386,4 milhões) e Guamiranga (R$ 242,7 milhões).
Fonte: Deral – Departamento de Economia Rural da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab)

















