Mães velhas!
Gratidão, velhas mães, mulheres que têm mais força que o vento, que o seu colo aquece mais que o sol.
Gratidão às mães sábias, mulheres que têm alma antiga, pois carregam o sofrimento, mas também a sabedoria de suas ancestrais.
Gratidão às mães, mulheres que nasceram numa época que não escolhiam seus amores, não conheciam métodos anticoncepcionais e, com muita dificuldade criaram filhos desejados ou indesejados.
Gratidão às mães, mulheres que mantinham o fogo aceso para aquecer seus filhos, que lavavam às roupas no rio e que, com suas próprias mãos, costuravam as roupas de sua prole.
Gratidão às mães, mulheres que não foram amadas e, mesmo feridas, fizeram o seu melhor por seus filhos.
Gratidão às mães, mulheres que criaram seus filhos com amor e valores, mas que só receberam ausências e ingratidão.
Gratidão às mães, mulheres que como a minha MÃE, usavam lencinho na cabeça, buscavam na mata a lenha para o fogão, desciam no rio para lavar as roupas.
Gratidão às Luízas, Marias, Auroras, Antônias, Anas, Teresas, Marietas e tantas outras.
















