“É preciso deixar de romantizar esta data”
Seu atual trabalho é fundamental para a manutenção da garantia dos direitos de muitas mulheres. Sybil é psicóloga, concursada na Prefeitura Municipal de Irati, e está ocupando o cargo de secretária de Assistência Social do Município. Um dos focos do trabalho dentro da política de assistência social é a busca pela igualdade de gênero e o rompimento com padrões violentos voltados às mulheres
“8 de março é uma data importante porque deixa marcada na História, toda uma luta que as mulheres enfrentaram e ainda enfrentam dentro da nossa sociedade, que é estruturalmente machista e patriarcal, que culturalmente repreendeu nós, mulheres. Embora esses fatos devam ser lembrados diariamente, uma data de referência se torna importante para potencializar a sensibilização para todo este movimento que possibilitou com que hoje tenhamos superado muitas coisas e que mulheres estejam ocupando diversos espaços. Porém, temos muito o que avançar para concretizar a igualdade de gênero”, avalia. Em seu cotidiano, Sybil conta que enfrenta as cobranças da sociedade e aquelas internalizadas, que ela mesma se faz. No âmbito profissional, busca seu espaço sempre pautada na dedicação e estudo diário, o que exige tempo e comprometimento. Tanto que após concluir a graduação, adquiriu os títulos de especialista em Psicologia e Políticas Públicas, pela Unicentro, e especialista em Políticas Públicas e Socioeducação, pela Universidade de Brasília (UnB).
A psicóloga e secretária, também é mãe de dois filhos – uma, na primeira infância, e outro, adolescente, com demandas e exigências diversas. “Procuro ser presente, dar afeto e orientação. Em meio a esta rotina, procuro cuidar de mim, com atividades físicas ou um momento de relaxamento. Sempre busco este equilíbrio para superar os desafios diários”, completa.
Ela lembra que no seu campo de atuação profissional, é possível contribuir com a melhoria da qualidade de vida de muitas mulheres através da oferta dos serviços de maneira qualificada, com atendimento humanizado e especializado. Tudo isso por meio da acolhida, da escuta qualificada e da abertura de um espaço para que a mulher possa ser ouvida nas suas necessidades e angústias.
O trabalho feito pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e acolhimentos, busca fortalecer as mulheres. Em especial, aquelas que encontram-se fragilizadas, muitas vezes, em situação de violência. “Ouvimos e damos suporte profissional para superação de todas as formas de violação de direitos, além de trabalharmos na prevenção de situações de violência e na valorização da mulher na sociedade”, explica.
Ter uma data para comemorar o Dia da Mulher, segundo Sybil, é uma oportunidade de potencializar o trabalho em busca do empoderamento das mulheres e na garantia dos seus direitos. Um dos focos dentro da política de assistência social é a busca pela igualdade de gênero e o rompimento com padrões violentos voltados às mulheres. “Para isso, utilizamos da abertura de espaço para o diálogo a respeito das questões sociais que estão relacionadas com este contexto, apostamos na informação, na escuta qualificada e apoio técnico para superação das diversas desigualdades sociais e vulnerabilidades”, afirma.
Para Sybil, valorizar é fazer chegar a informação, dar voz e oportunidade. Ela acredita no potencial da disseminação de informações a respeito dos direitos e políticas públicas voltadas às mulheres. São realizadas campanhas nas mídias faladas e escritas e mobilizações sociais em espaços públicos, buscando dar visibilidade para o dia e todo seu significado e importância para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa.
“É preciso deixar de romantizar esta data. Não queremos flores, queremos e merecemos respeito, oportunidade e voz dentro dos diversos espaços. Uma sociedade justa é uma sociedade democrática, sem violência e construída a partir da diversidade do nosso povo, em especial das nossas mulheres, as empresárias, as mulheres do lar, do campo e representantes do poder público. É preciso ouvir e incentivar o protagonismo de todas as mulheres de diferentes etnias e classes”, finaliza Sybil.
Contato: 3132-6200, o e-mail sybil.dietrich@hotmail.com
Rua Coronel Pires, 826 – Centro – Irati/PR
















