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Jornal Gente da Gente – Ed. 16 – Especial dia da Mulher Rio Azul

Editorial

Esta edição especial do jornal Gente da Gente foi produzida com o objetivo de enaltecer as mulheres, reforçando o poder, competência, coragem e sagacidade das profissionais, empreendedoras e personalidades rioazulenses. Um espaço para que possam contar sobre suas conquistas, mas também mostrar um pouco da realidade, muitas vezes dura que a mulher enfrenta no cotidiano.

O anseio é pela crescente valorização feminina em todos os segmentos, e para que cada mulher, por exemplo, sinta-se livre para usar a roupa que deseja sem julgamentos alheios. Defendemos nossas Mulheres, gritando ao mundo que não queremos ser mais nem menos que os homens, apenas usufruir das mesmas condições e da sensação de viver sem julgamentos ou dedos apontados o tempo todo.

A data comemorativa em que celebramos hoje é resultado da luta de corajosas mulheres no passado. A história mais conhecida divulgada como fundadora desse marco, narra o 8 de março de 1857, como o dia em que 129 operárias morreram carbonizadas em um incêndio ocorrido nas instalações de uma fábrica têxtil na cidade de Nova York. Elas ocuparam a fábrica e reivindicavam melhores condições, como redução na carga diária de trabalho, equiparação de salários com os homens e claro, tratamento digno dentro do ambiente. Desumanamente foram trancadas dentro da fábrica, que teria sido incendiada em retaliação à greve. Somente em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que a data passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem às trabalhadoras que morreram. Mas somente em 1975, através de decreto, foi oficializada pela ONU.

As mulheres conquistaram muitas coisas ao longo da história, como o direito ao acesso às faculdades em 1879, a criação do primeiro partido político feminino em 1910, o direito ao voto em 1932, direito à prática do futebol em 1979 com a revogação da lei que proibia as mulheres de jogarem, e a criação da primeira delegacia da mulher em 1985. Mas ainda há tanto para ser feito. Em 1988 a Constituição brasileira passou a nos reconhecer como iguais aos homens, mas será que na convivência em sociedade somos de fato tratas de maneira igualitária? Ou por vezes ganhamos menos que um homem quando ocupamos o mesmo cargo?

O Dia Internacional da Mulher é dedicado a homenagens, demonstrações de carinho, presentes. É uma data muito nobre. Porém, é importante que tomemos cuidado para que esse dia não seja visto e conduzido apenas como comemorativo, mas sim uma ocasião para debater sobre o preconceito, desvalorização, desigualdade, violência, assédio, e tantos outros problemas históricos que perduram até hoje.

A correria do dia a dia nem sempre nos permite colocar um sorriso no rosto, mas que possamos carregar sempre conosco a convicção do nosso poder. Que a mulher poderosa que mora aí dentro cresça e apareça. A vocês, com todo carinho, uma edição pensada para empoderar mulheres. Orgulhem-se de quem se tornaram!

Boa leitura!

“Determinarás tu algum negócio e ser-te-à firme, e a luz brilhará em teus caminhos”. Jó 22:28

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