Prestes a completar 91 anos no mês de agosto, a Dona Rosy tem muito a nos contar sobre Teixeira Soares. Nesta edição tão especial em comemoração ao 105º Aniversário de Emancipação Política do Município, o Jornal Gente da Gente apresenta uma pequena narrativa da Dona Rosy e do seu legado para a cidade
“Sou uma dos seis filhos de Olivério Neves (filho de um dos fundadores do Município) e de Rosina Peretto Borgo. Nasci, em agosto de 1931, na Fazenda e Serraria “Santa Joana”, localizada no Rio d’ Areia, e de propriedade de meus tios Joaninha e Ludgero Borgo. Fui criada por eles e pela nona Tereza Peretto Borgo.
Casei-me, em 1956, com o odontólogo Francisco Adyr, da tradicional família Gubert, também nascido em Teixeira Soares. Da nossa união, nasceram três filhos:
O primeiro foi o Francisco Adyr Gubert Filho. Agrônomo, está prestes a lançar a segunda edição de “História de Teixeira Soares” e a gravar um hino. A partitura está sendo escrita por seu quinto filho, Francisco José, um músico exímio, que mora comigo e participa da Banda Municipal.
Miguel Ângelo, meu filho do meio, é administrador e artista plástico. Participa ativamente da nossa comunidade em constantes visitas. É muito solicitado para clichês e cartazes, e na restauração de imagens sacras.
Nossa filha caçula é a Joana Inês. Médica-veterinária, casou-se com José Antonio Jacomel, nascido em Guabiroba. Ainda esse mês, comemoraremos a formatura do casal de seus filhos na Faculdade de Medicina de Joinville. Minha primeira neta, Ana Paula é cirurgiã-vascular e seu irmão Guilherme é fisioterapeuta.
Além dos três filhos, tenho oito netos e três bisnetos (o quarto está quase chegando!).
Iniciei minha formação cursando o Primário, o Ginasial e dois anos do Curso Científico e da escola normal, no Colégio Cajuru, em Curitiba. Terminei o Curso normal em Irati, em 1949, e passei somente um ano lecionando no Grupo Escolar “Gustavo Capanema”, em 1950, durante a gestão do prefeito Olivério Neves, meu pai.
Voltei a Curitiba para cursar a Faculdade de Letras, concluindo a licenciatura em 1954, ano em que meu noivo também completava a Faculdade de Odontologia, em Florianópolis, Santa Catarina.
Nos casamos em 1956 e vim morar aqui em Teixeira Soares. Neste período, lecionei no Grupo Escolar e no Ginásio João Negrão.
Em 1967, fiz concurso para exercer a Licenciatura Plena, em maio do ano seguinte, tomei posse da vaga da Cadeira de Língua Portuguesa, no Colégio “Francisco Zardo”, em Santa Felicidade.
Concluí a Faculdade de Direito, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 1972 e me aposentei em 1979.
Viemos, definitivamente, morar nesta cidade em 1986. Meu marido assumiu o serviço do Odontomóvel Municipal e, eu, o cargo de Oficial de Gabinete, da Prefeitura Municipal. Isso foi na segunda gestão de Romeu Neves, meu primo e concunhado, à frente do Município.
Sempre participei ativamente em diferentes setores. No ensino atuei como professora, pianista, coordenadora das atividades docentes e artísticas. Fui a principal incentivadora da formação de vários professores primários na Escola Normal de Imbituva, sendo congratulada como paraninfa em sua formatura.
Na Prefeitura Municipal estive junto com a primeira-dama e irmã do meu marido. Juntas conseguimos a confecção da Bandeira e do Escudo Municipal e a realização de desfiles cívicos e comemoração memoráveis. Também participei de comissões, secretarias e supervisão de alguns setores.
Somos uma família de católicos fervorosos (com exceção de uma pequena parte da família), por isso, na Igreja, sempre tive participação ativa: no Apostolado da Oração, na coordenação dos Grupos da Legião de Maria, no Coral da Igreja Matriz (onde sou salmista), na Pastoral da Saúde, na Pastoral do Idoso, na Pastoral da Carcerária e participei de quatro Missões Populares.
Também, fui secretária da comissão para construção da Casa Paroquial, da comissão pelo tombamento e restauração da Igreja Matriz, do Asilo de idosos local e da Associação da Melhor Idade.
Também pude conhecer melhor nosso Município trabalhando junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. Fiz o recenseamento de dois setores do Município e passei para o Escritório Regional.
Sempre digo que, se tivesse que escolher uma cidade no mundo para morar, optaria por Teixeira Soares. Somos uma grande família: todos se conhecem, se ajudam, se respeitam. A cidade é limpa, o ar é puro, a terra é fértil. E temos um fator decisivo: a segurança.
O pouco que conheço do passado de Teixeira, aprendi com meu marido (falecido em 2010), minha mãe (nos deixou em 2006) e com minha cunhada Maria Nilta.
Como gostávamos de passar o dia na Gruta, em romarias ou piqueniques. Vínhamos nas férias e nos finais de semana para nossa fazenda, herdada dos sogros, Francisco José e Margarida Seni (hoje é de propriedade da filha e do genro).
Ainda faço longas caminhadas, converso com pessoas, visito os primos e choramos muito.
O símbolo desta cidade é a Igreja Matriz, vista de longe, saudosa para os antigos moradores é visita obrigatória. Também são pontos importantes a Estação Ferroviária (que deu nome ao Município), o Centro de Eventos e as sedes municipais, a antiga e a atual.
Como mensagem final, neste Aniversário dos 105 Anos de Teixeira Soares, quero ressaltar que devemos nos orgulhar de nossa Terra Natal: pelo seu povo simples, pacífico e respeitador, pela sua cultura, valorizando o estudo, o trabalho e a família, pela sua Fé e esperança num Brasil melhor.”
















