Mais forte que os laços de sangue, são os laços de amor
Foi depois de alguns anos de espera que em 07 de agosto de 2017, Patrícia e Emerson viram a família ficar completa com a chegada das filhas Ana Clara e Jaciara. Eles foram pais por adoção e nos relatam essa história de amor e esperança
Ser mãe vai muito além de gerar um filho, é uma relação de afeto construída no dia a dia com base em um amor tão grande que supera dificuldades e medos, e os transforma em carinho e aprendizado. Há alguns anos falar sobre os filhos adotivos era encarado como um tabu, a maioria das famílias escondiam o fato e muitas mulheres foram obrigadas a inventar uma gravidez. Hoje, precisamos apenas entender que quando ocorre uma adoção, nasce uma família, e desta ação muitas histórias de amor começam a ser escritas.
E é justamente sobre essa vivenciar esse amor que a instrutora de pilates Patricia Celina Salvador Vier Zaleski nos conta nesta edição tão especial do Jornal Gente da Gente. Ela afirma que a vontade de ser mãe surgiu depois de se casar com Emerson. Passaram-se alguns anos de casamento e o desejo em ter uma família maior foi crescendo, assim, tentaram engravidar.
“Mas Deus tinha planos para nós que fugiram da forma tradicional de formar uma família, seríamos pais através da adoção. Esse Projeto de Deus para nossa vida pegou de surpresa no início, nos fez duvidar de muitas coisas e, no fim, só fez aumentar a nossa fé em Deus. Depois de dez anos de casados, o telefone, enfim, tocou, e a voz do outro lado nos dava a notícia mais maravilhosa do mundo: seríamos pais! E de duas meninas, Ana Clara com um ano e Jaciara com três”, relembra Patrícia.
Após a tão esperada ligação, o próximo passo foi uma viagem longa, tensa e, ao mesmo tempo, emocionante. O casal iria conhecer suas futuras filhas. “Sabíamos que estávamos indo em dois e voltaríamos em quatro. Foi em 07 de agosto de 2017, e desde esse dia comemoramos, aqui em casa, o Dia do Encontro, o encontro de almas que Deus proporcionou para nós. Não tenho dúvida que os Planos de Deus são perfeitos e indiscutíveis. Não duvide disso jamais”, assegura.
Com as filhas, Patrícia passou a entender que ser mãe é uma verdadeira missão e que a vida não é maravilhosa e bela a todo momento. Estereótipos e preconceitos com relação à adoção, infelizmente, ainda estão presentes em nossa sociedade.
“Assim como tive muitas pessoas que me ajudaram e estiveram presentes, existiram aquelas que me julgaram e colocaram ‘pontos’ em tudo. No começo não foi fácil digerir tudo e, hoje, abro esse assunto aqui para que outras mães vejam que isso acontece com todas. Lembro do primeiro aniversário de criança em que fui levar minha filha e fui tratada como uma mãe normal. Era tudo isso que eu queria: ser mãe normal!”, confessa Patrícia.
Na sua profissão, instrutora de Pilates, ela também encontra uma rede em que pode ser e ter apoio, tendo a honra de conviver com muitas mães, dos mais variados tipos. Ela destaca que sempre está aberta a conversar e a trocar ideias sobre esse universo materno.
“Amo essa troca! A maternidade é o momento mais solitário da vida de uma mulher, principalmente, nos primeiros anos de seu filho(a), então por que não nos juntarmos e fazer acontecer!?”, propõe Patrícia.

















