Doença pode provocar dores fortes e desconforto. Alta concentração de colesterol, baixa quantidade de sais biliares e aumento da produção de mucina levam à formação de cálculo
A vesícula é fundamental no processo de digestão e tem a função de armazenar a bile, substância produzida pelo fígado que ajuda a processar os alimentos gordurosos. É um órgão em forma de saco, parecida com uma pera, localizada abaixo do lobo direito do fígado. Sua função é armazenar a bile, líquido produzido pelo fígado que atua na digestão de gorduras no intestino. A bile é formada pela mistura de várias substâncias, entre elas, o colesterol, responsável pela imensa maioria da formação de cálculos (pedras), que podem impedir o fluxo da bile para o intestino e causar uma inflamação chamada colecistite.
De acordo com o médico gastroenterologista, Marcelo Chuchene Baptista, muitos aspectos podem alterar a composição da bile e acionar o gatilho de formação de pedra na vesícula. “Alguns fatores que aumentam o risco são: dieta rica em gorduras e carboidratos e pobre em fibras; vida sedentária, com elevação do LDL (mau colesterol) e diminuição do HDL (bom colesterol); diabetes; obesidade; uso prolongado de anticoncepcionais; fatores hormonais – o que explica a incidência maior de cálculos biliares nas mulheres, e predisposição genética”, destaca ele.
Segundo Chuchene, outro fato que pode ser apontado como causa da formação de pedras na vesícula
é a perda rápida de peso. Desta forma, é facilitada a sedimentação dos cálculos e isso acontece, principalmente, com pacientes que fizeram a cirurgia bariátrica.
SINTOMAS
Alguns casos de pedra na vesícula podem não ter sintomas e, quando presentes, são bastante variados, podendo estar relacionados com má digestão (desconforto, náuseas, mal-estar após refeição e empachamento) e dor. “A dor, geralmente, é no lado direito do abdome, abaixo das costelas, podendo ser leve até crises de forte intensidade, necessitando medicação injetável”. Ele explica que pode haver
irradiação para o meio do abdome e para as costas. O diagnóstico é feito por meio do exame de ultrassom.
TRATAMENTO
O tratamento, tanto para quem apresenta sintomas quanto para quem não apresenta, salvo casos especiais, é a remoção cirúrgica da vesícula biliar (colecistectomia). A cirurgia é feita por videolaparoscopia, com anestesia geral, habitualmente, com recuperação rápida e baixos riscos quando comparados aos riscos das possíveis complicações. “Os pacientes não operados correm o risco de 2 a 3 % ao ano, de sofrerem complicações graves, tendo que se submeter à cirurgia de emergência”. Veja alguns exemplos:
– Colecistite Aguda: ocorre quando um cálculo (pedra) obstrui o ducto cístico causando inflamações e acúmulo de pus, peritonite (inflamação do peritônio – tecido que reveste a parede interna do abdômen) ou acúmulo de muco;
– Fístulas (perfurações) para o intestino delgado ou cólon, causando obstrução intestinal (íleo biliar), sangramento e infecções;
– Coledocolitíase (cálculos no ducto que transporta a bile);
– Colangite e papilites (inflamação das vias biliares);
– Pancreatite (inflamação no pâncreas), a mortalidade, nestes casos, é de 5%.
Quer saber mais ou possui outros sintomas digestivos? O doutor Marcelo atende esses e muitos outros casos de doenças do aparelho digestivo.
MARCELO CHUCHENE BAPTISTA
CRM 13.344
Gastroenterologia, Cirurgia do Aparelho Digestivo e Endoscopia Digestiva
– Formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR)
– Residência em Cirurgia Geral no Hospital de Clínicas da UFPR
– Título de Especialista em Gastroenterologia, fornecido pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG)
– Título de Especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo fornecido pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD)
– Título de Especialista em Endoscopia Digestiva fornecido pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED)
– Sócio proprietário e diretor técnico do Hospital Agnus Dei
Rua João Batista Guerreiro, 155
Bairro Canisianas – Irati/PR
42 991615907
Informe publicitário publicado na Ed. Especial de Saúde #07 da Revista Gente.













