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Orlando Schimalesky: engenheiro agrônomo que muito contribuiu com a evolução agrícola da região

Boa parte da história da agricultura em nossa região, foi acompanhada de perto pelo engenheiro agrônomo Orlando Schimalesky. Nesta Edição Especial, ele nos conta sobre sua trajetória no setor, algumas experiências de vida e como a modernização gerou bons resultados para todos

Formado em 1957, no curso de Engenharia Agronômica, Orlando Schimalesky trabalhava em Curitiba na função administrativa. Em 58, fez estágio na Fazenda Ipanema sobre mecanização agrícola, lá aprendeu a fazer o uso de máquinas, durante aproximadamente 90 dias. “Em seguida fui nomeado chefe da Patrulha Motomecanizada de Curitiba, onde trabalhei por pouco tempo, pois logo fui designado para fazer estágio no Posto Agropecuário de Lapa. Casei-me em 59 e fui designado para chefiar o Posto Agropecuário de Irati”, lembra Orlando.

No posto de Irati havia cerca de 30 funcionários, que trabalhavam braçalmente no cultivo de trigo, centeio, milho e feijão. Além da criação de suínos, aves e coelhos.

“Com o passar do tempo, várias mudanças aconteceram na agricultura regional. Apareceram novas práticas de conduzir as culturas, tecnologias mais modernas começaram a ser usadas, houve o aparecimento de herbicidas, inseticidas e novas técnicas de adubação. Isso tudo foi deixando a agricultura mais produtiva, é o caso do milho e do feijão, além da introdução de novas culturas, como a soja, que hoje é a principal cultura do Brasil e rende milhões de reais na comercialização” afirma o engenheiro agrônomo, ao lembrar a evolução do setor agrícola na região.

Segundo Orlando, a cultura da soja foi introduzida na região por volta do final dos anos de 1969, o que representou um grande avanço nos resultados comerciais e tornou a vida dos agricultores mais rentável. A produção de soja bem sucedida influenciou também na valorização dos terrenos, tanto no campo como na cidade. Até mesmo as residências e construções no campo não ficam mais de fora, e exploram as tecnologias e os conceitos de funcional e bem apresentável.

“Participei em Pelotas-RS de um curso de alto nível de Análise e Produção de Sementes, realizado na Universidade Federal de Pelotas, em 1966. Participaram 33 engenheiros agrônomos, vindos de todo o Brasil, e eu me classifiquei em segundo lugar, o que resultou no cargo de supervisor regional da Comissão Estadual de Sementes – CESM-PR, para a região sul do Paraná, onde atuei desde 69 até início de 81. Quando assumi o cargo havia 16 produtores de sementes registrados na comissão e quando deixei o cargo eram mais de 106 produtores”, destaca Orlando.

Seu trabalho foi fundamental para o crescimento da produção agrícola, pois a base de uma boa produção está na semente de qualidade. “Também houve grandes avanços na condução das lavouras, com a correção do solo, melhores condições da limpeza das culturas, criação de novas variedades, e tantas outras”, diz.

Para ele, a modernização da produção agrícola foi essencial para que o país se tornasse o maior exportador de alimentos. Além da evolução de todo o setor, o que também avançou com o passar dos anos foi a profissão de Orlando Schimalesky.

“Na época em que me formei, o engenheiro agrônomo encontrava vagas de emprego somente no setor governamental ou nas empresas que comercializavam máquinas, adubos e defensivos agrícolas. Atualmente, se multiplicam as empresas que, obrigatoriamente, necessitam deste profissional, credenciado a prestar atendimento no setor, que deve agir com ética profissional e honestidade acima de tudo”, finaliza o engenheiro agrônomo.

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