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CLÁUDIO ROGISKI – A paixão pela agricultura que atravessa gerações

Produtor de grãos e de cebola, na comunidade de Riosinho dos Anciutti (Irati), Cláudio Rogiski herdou o gosto pela terra e pela nobre função de gerar o alimento. Sua família sempre foi ligada à agricultura, desde o avô, Augusto Rogiski, que ainda trabalhava com os cavalos, arrancando batata de enxada, quebrando milho à mão e trazendo para casa, para só depois, debulhar e vender.

Cláudio, que é casado com Alessandra e pai de Bruna Yasmin e João Miguel, se recorda que o primeiro trator de seu avô foi comprado em 1976. “Meu pai, Vicente José Rogiski, tinha 13 anos na época e ele já começou a trabalhar com trator, logo quando chegou. Aí, então, as coisas já começaram a melhorar. Ele sempre conta que dava briga entre os irmãos para ver quem iria trabalhar com o trator. Todos queriam trabalhar com o veículo e não mais com os cavalos”. 

Na década de 1990,  a família já havia conquistado cinco ou seis tratores. Porém, neste período, foram anos difíceis para quem trabalhava na agricultura, segundo Rogiski. “A inflação era muito grande. Eles contam que não tinham dinheiro nem para comprar uma bateria para o trator, se precisasse. Sobre o assento, eles andavam calçados com um pedaço de madeira para poder trabalhar”. O agricultor descreve que o setor começou a decolar mesmo próximo ao inicio dos anos 2000. 

Cláudio e Vicente permanecem trabalhando juntos e, desde pequeno, ele sempre estava junto do pai nas atividades agrícolas. “Com 11 anos de idade, já levava o trator para a roça sozinho. Queria sempre estar junto e meu pai me ensinou, ainda criança, a trabalhar na lavoura”. Ele afirma que isso era o que mais gostava de fazer, pois não via a hora de sair da escola para poder ir para a roça.

Primeiro trator adquirido pela família

“O trabalho na lavoura não é tão fácil como aparenta ser hoje em dia. Ouço, às vezes, algumas pessoas falarem: é muito fácil trabalhar na roça hoje. É só subir no trator e tocar, pois tem até ar condicionado e rádio”. Porém, ele destaca que, um dos desafios, é a jornada de trabalho árduo que tem hora para começar, mas não tem hora para parar.

Para ser agricultor é preciso ter muita coragem e fé, segundo Rogiski. “A agricultura é uma empresa a céu aberto em que está sujeita às intempéries do clima, aonde você investe grande parte do seu salário sem garantia de retorno, e mais: o salário só vem uma vez por ano, no período da colheita. A agricultura, para mim, vai muito além de ser  uma profissão. É um dom de fazer a terra produzir tudo o que precisamos”. 

 

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